BRASIL

Veja porque as eleições para presidente abalam a economia do Brasil

É comum que o mercado financeiro evite decisões sobre a economia em ano eleitoral, principalmente nas eleições para presidente. Entenda a razão por trás dessa cautela lendo o texto a seguir.

Criado 28/09/22         

economia em ano eleitoral

A “incerteza eleitoral”

O cenário econômico e o resultado das eleições estão diretamente ligados, sendo uma via de mão dupla. Ou seja, tanto a economia impacta na escolha do eleitorado, quanto as intenções de voto influenciam nas decisões do mercado. Principalmente porque são os governantes eleitos que vão determinar os projetos financeiros do país nos próximos 4 anos. Nesse meio tempo, muitas mudanças acontecem, portanto representa muito tempo quando se trata de mercado financeiro e administração de negócios.

Nesse sentido, as pesquisas de intenção de voto se transformam em indicadores econômicos no período eleitoral. Elas revelam as expectativas sobre inflação, desemprego, altas e baixas do Ibovespa e relações externas. Porém, por mais que as pesquisas dêem uma visão geral das eleições, não são suficientes para assegurar o futuro próximo. Assim, os meses que antecedem a escolha de governo são tratados com cautela pelos economistas e empresários. Esse período é chamado de “incerteza eleitoral”.

Eleições para presidente

As eleições no Brasil ocorrem a cada 2 anos, alternando entre troca de governo federal e governo municipal. Porém as incertezas eleitorais nas trocas de prefeitos são consideravelmente menores, já que suas decisões são principalmente sobre os municípios. Enquanto isso, na eleição de presidente e outros cargos a nível federal, as influências também são a nível nacional.

Pensando nisso, é preciso estudar o panorama econômico considerando todos os resultados eleitorais. Essa tarefa fica menos complexa quando se está num quadro mais previsível. Quanto mais incerta as escolhas de governantes, mais receoso fica o mercado.

Manobras da economia em ano eleitoral

De forma geral, os investidores internos e externos acompanham a corrida dos presidenciáveis e suas propostas. Considerando o plano de governo de cada candidato e as propostas econômicas com as quais eles flertam, os empresários administram suas aplicações. Em outras palavras, o candidato melhor colocado nas pesquisas afeta as escolhas de empresários do mundo todo e seus investimentos no país.

Nos cenários em que o resultado é mais previsível, os investidores tendem a negociar com mais segurança. Porém nas eleições mais disputadas onde os candidatos mais cotados têm posicionamentos econômicos muito divergentes, o mercado desacelera. Essa prática busca minimizar riscos. Afinal, uma troca radical de governo pode significar mudanças em diversos acordos comerciais internos e externos. Além disso, a manutenção ou troca de presidente impacta diretamente na lucratividade de setores e segmentos, conforme os planos de investimento durante o mandato.

Contratações e desemprego

Geralmente, a desaceleração da economia em ano eleitoral costuma diminuir as contratações. Isso porque o desaquecimento da economia tende a diminuir as demandas no setor industrial e comercial. Assim, também são restritos os investimentos nas áreas e consequentemente não são abertas novas vagas de trabalho.

Ibovespa x Dólar

Quanto mais competitiva forem as eleições, mais o mercado tende a oscilar. Principalmente quando os candidatos mais visados têm propostas muito divergentes um do outro. Com as incertezas, a moeda nacional se desvaloriza proporcionalmente em relação ao dólar. Da mesma forma, os investimentos no Ibovespa (maior indicador da cotação de ações brasileiras) caem até que a votação seja definida.

Investimentos

Até mesmo para investimentos no próprio negócio é recomendado cautela. Definitivamente, a melhor opção é aguardar a estabilidade que não se encontra na economia em ano eleitoral. A menos que seja um investimento que vem sendo estudado há muito tempo, vale a pena esperar as eleições passarem.

Perfis mais afetados pela oscilação

Existem três perfis de público mais afetados pela volatilidade da economia em ano eleitoral:

O Consumidor

A expectativa e até os boatos que surgem durante o período eleitoral, podem afetar diretamente os consumidores. Tanto no aumento excessivo da procura, quanto na diminuição repentina de compras. Igualmente, os dois cenários influenciam no preço dos produtos de consumo diário ou pontual.

O investidor

A volatilidade atinge diretamente esse perfil, principalmente pela oscilação nas ações da bolsa. Via de regra, a queda das ações pode acarretar em prejuízo para diversos investidores. Eventualmente, o cenário eleitoral reflete no posicionamento das grandes empresas em relação ao país e ao mercado de investimentos.

O endividado

A instabilidade do período eleitoral combina com o receio da diminuição de crédito. Da mesma forma, o medo do desemprego deixa o endividado aflito sobre seu próprio futuro. Nesse sentido, as eleições podem significar mudanças na política e na economia. Consequentemente, a estabilidade financeira e empregatícia ficam ameaçadas.

Estratégias para evitar riscos

Para tempos de incerteza, prudência é a palavra-chave. Em geral, não se deve correr riscos desnecessários e fazer movimentações financeiras sem avaliar bem os riscos. Eventualmente, questões que já parecem incertas em tempos estáveis podem se tornar ainda mais duvidosas nesse período de volatilidade. Por outro lado, tempos como esses são também tempos de grandes oportunidades para aqueles que sabem avaliar as movimentações com cuidado.

O mais importante é não se assustar com as oscilações, fazer suas reservas e aguardar o mercado se estabilizar. Para os investidores, cabe observar o comportamento do mercado e escolher com cautela suas apostas. Talvez até deva reservar o investimento para a pós-eleição. Também os consumidores podem se precaver das altas, observando os índices. Já os endividados podem aproveitar o período de aumento da inflação para negociar suas dívidas. No post sobre a Taxa Selic, explicamos como os bancos tendem a ficar mais propícios à negociação nos períodos de volatilidade.

Procure orientação profissional

A Solução Financeira oferece o serviço de assessoria de negociação bancária para te ajudar a sair das dívidas. Trabalhando há quase 10 anos nessa área, a empresa é especialista no assunto e por isso soma mais de 50 mil casos de sucesso. Além disso, a negociação é amigável, não afetando a reputação do consumidor com outros bancos. Também garante o desconto em contrato, podendo chegar em até 70% de redução após a negociação.

Se você teme as mudanças da economia em ano eleitoral ou apenas está cansado de pagar juros abusivos, procure a Solução Financeira. Solicite uma análise gratuita! Mas você consumidor ou investidor que quer cuidar melhor do seu dinheiro, continue acompanhando nosso Blog para ficar por dentro das principais pautas econômicas. Até a próxima!

Posts relacionados

Solução Financeira – CNPJ: 23.847.868/0001-27