INADIMPLÊNCIA

Como evitar que a fatura do cartão se torne uma bola de neve

A dívida de cartão de crédito é a principal modalidade de endividamento das famílias brasileiras, representando mais de 85% das estatísticas. Veja como controlar seus gastos e evitar se afogar em juros.

Criado 14/09/22         

O que constrói a dívida de cartão de crédito

Em geral, o descontrole no uso do cartão de crédito faz com que a fatura venha cada vez mais alta. De um certo ponto em diante, o consumidor não consegue mais fazer o pagamento e passa a parcelar a fatura. Essa prática tende a se repetir, já que a pessoa não diminui os gastos e continua não tendo dinheiro para pagar o total.

Lamentavelmente, estudos mostram que a população endividada tem usado o cartão de crédito para contas essenciais. Em outras palavras, o limite é usado para quitar débitos antigos e fazer compras básicas como de supermercado.

Os vilões da fatura alta

Sobretudo, o hábito de usar o cartão de crédito para comprar itens de primeira necessidade contribui para os gastos excessivos. Porém, o descontrole ocorre principalmente pela facilidade do uso. Ter o cartão de crédito sempre à mão facilita compras impulsivas e pagamentos de menor valor, levando o consumo a superar os ganhos. Além disso, solicitar um cartão é algo tão simples que algumas pessoas usam mais de um cartão de crédito. Nesse sentido, as contas ficam descentralizadas e o titular tem menor percepção dos gastos.

A armadilha do crédito rotativo

Os bancos oferecem o pagamento de um valor mínimo da fatura para que não haja o bloqueio do cartão. Além de ser considerada uma forma de empréstimo, o crédito rotativo é uma prática perigosa. Primeiramente por ter taxas absurdamente altas, bem como ter duração de 30 dias. Ou seja, após esse período, o titular precisa pagar o valor integral ou fazer o parcelamento do valor com mais juros.

Juros na dívida de cartão de crédito

Quanto mais parcelamentos são feitos, mais juros incidem sobre o valor, causando assim o efeito bola de neve. A pessoa fica cada vez mais endividada até ficar inadimplente, depois de inscrita nos serviços de proteção ao crédito, as taxas sobem ainda mais. Sendo assim, as dívidas acumulam uma sobre a outra e progressivamente vão dificultando o pagamento das contas. Em abril de 2022, os juros estavam em 175,1% ao ano para parcelamento de fatura. Enquanto isso, a taxa média que as pessoas físicas pagaram neste mesmo mês era de 50,3% ao ano.

Taxas de juros no crédito rotativo

Veja as taxas das principais instituições financeiras do Brasil, segundo o site do Banco Central:

Fonte: Banco Central do Brasil

Previna a dívida de cartão de crédito

Agora que você já entendeu como o cartão de crédito pode se tornar uma dívida complicada, vamos te ensinar a evitar a inadimplência com ele. Por isso, trouxemos aqui algumas recomendações que a SERASA divulgou recentemente orientando os consumidores sobre o melhor uso do crédito. Confira abaixo.

Cuide do número de cartões de crédito

Apesar de não ter uma quantidade ideal ou número limite de cartões, é importante conseguir centralizar ao máximo seus gastos. Quanto mais cartões você tiver, mais descentralizadas ficarão suas contas, correndo o risco de pagar várias faturas altas.

Reconsidere a quantidade que você já tem

Além de descentralizar as contas, ter vários cartões pode significar gastos extras. Ou seja, cada cartão tem seus próprios custos como anuidade e outras taxas administrativas. Se estiverem atrelados a uma conta corrente, isso também pode gerar mais custos.

Fique atento às datas de vencimento

Acima de tudo, pague o cartão em dia sem falhas. Assim, você aumenta a sua credibilidade no mercado e consegue juros melhores e parcelamentos mais longos se for necessário.

Use os benefícios para se desendividar

Principalmente no fim de ano, benefícios como o 13º podem ser uma maneira de diminuir sua dívida. Da mesma forma, o Saque Emergencial do FGTS é uma renda extra para quitar faturas e outras contas em atraso.

Monitore seu score

Monitorar o status do seu CPF com frequência serve para consultar seu score e também para conseguir bons descontos. Em geral, os birôs de crédito oferecem parcerias com instituições financeiras para negociar reduções no valor da dívida.

Tenha seus gastos anotados

É importante conhecer seu orçamento, tanto seus gastos quanto seus ganhos. É importante saber exatamente de onde vem sua renda e para onde ela vai. Só assim você consegue organizar suas finanças, definir prioridades e fazer cortes de gastos supérfluos para focar no pagamento das dívidas.

Aplique o método 50-30-20

Economistas estimam que há uma forma responsável de dividir sua renda, é o chamado método 50-30-20. Basicamente, você reserva 50% dos ganhos para gastos essenciais (como aluguel, comida, contas básicas). Em seguida, separa 30% para gastos variáveis (cartão de crédito, lazer e outros). Por fim, os  20% restantes são para quitar dívidas antigas ou fazer uma reserva de emergência.

Negociar é sempre uma opção

O único jeito de se livrar de uma dívida é pagando. Todavia se uma conta está em atraso já é sinal que o devedor não tem dinheiro o suficiente para quitar o valor. É por isso que negociar os débitos são uma saída excelente para o cliente e para a instituição financeira. Enquanto o consumidor ganha um prazo maior para pagar e fica com o nome limpo, o banco recupera o prejuízo. Por isso, é importante que a negociação seja justa para o consumidor, evitando que o acordo extrapole o orçamento e cause um novo endividamento. 

Para garantir isso, existem empresas como a Solução Financeira, que trabalha para conquistar um acordo justo entre banco e cliente. Principalmente por ser feita de forma amigável e sem processos judiciais, a Solução garante a quitação sem taxas abusivas e com redução do valor devido. Ou seja, uma equipe de especialistas faz todo o processo de negociação e te livra das dívidas e de toda a dor de cabeça do processo.

Evite outras dívidas

Também é fundamental analisar seu orçamento e saber se o que você ganha é compatível com quanto você gasta. Reduza as compras e adquira somente o que é necessário, para que haja como poupar. Ou procure formas de obter uma renda extra que te permita quitar as dívidas e até criar sua reserva de emergência.

Continue acompanhando o blog da Solução Financeira e aprenda a cuidar cada vez melhor da sua saúde financeira. E se você tem alguma dívida bancária, entre em contato com a gente e solicite uma avaliação gratuita. Até a próxima!

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